quarta-feira, 1 de abril de 2009

O Exemplo vem de Casa


Pais nos bancos escolares


Há mais de 20 anos, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Ítalo João Balen, no bairro Cruzeiro, em Caxias do Sul, é uma segunda casa do aposentado Oneide da Rosa, 56. Os filhos mais velhos, de 30 e 29 anos, estudaram na escola. Agora, Oneide, presidente do Conselho Escolar, acompanha a filha Raquel, 17.– O aluno tem de vir preparado de casa. A escola é só um complemento. É preciso acompanhar os filhos nos temas de casa, não fazer por eles, mas incentivá-los – opina Oneide.Em casa, Raquel, estudante da 7ª série e portadora de Síndrome de Down, recebe o apoio dos pais, que não deixam de cobrá-la sobre as tarefas escolares e deveres da casa, como lavar louças. Junto com a mulher, a dona de casa Maria Helena da Rosa, 54, Oneide participará da Escola de Pais. Os encontros, mediados por Ivo Pioner, começarão hoje e se estenderão por 10 quartas-feiras à noite, com temas como dificuldades para educar e sexualidade.A diretora da Ítalo Balen, Silvia Dall’Osbel Dal Vesco, conta que, além da Escola de Pais, o colégio mantém um projeto que convida os pais para acompanharem a aula dos filhos duas vezes por ano.– A gente procura passar tudo para os pais, desde como estão os alunos, até as contas da escola – diz a diretora.O professor Saulo Velasco, que dá aulas em um colégio particular e em uma faculdade, tem duas filhas que estudam na Ítalo Balen, Geórgia, nove, da 4º série, e Elisa, cinco, que iniciou na educação infantil na quarta-feira passada.– A Géorgia cobra minha presença na reunião de pais. Existe a cobrança dela em casa sobre fazer os deveres, então ela fica à vontade para me cobrar também. A Elisa começou a estudar agora e precisa do meu apoio – entende Saulo, que acompanhou a pequena no primeiro dia de aula.


Fonte: Jornal Pioneiro.

01.04.2008

Capa e Página 14.